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Fistulectomia

Quando há uma pequena abertura próxima ao ânus que não cicatriza, libera secreção e causa incômodo constante, é possível que se trate de uma fístula anal.

Esse tipo de lesão, apesar de parecer simples, costuma exigir tratamento cirúrgico para ser resolvido de forma definitiva.

A fistulectomia é uma das abordagens mais eficazes para esse quadro, especialmente quando o trajeto é superficial e bem delimitado.

Na Rectal Care, realizamos esse procedimento com precisão técnica e total atenção ao bem-estar do paciente, desde o diagnóstico até o pós-operatório.

O que é a fistulectomia?

A fistulectomia é a cirurgia destinada à retirada completa do trajeto da fístula anal, um canal anormal que se forma entre o interior do canal anal e a pele ao redor do ânus.

Esse trajeto costuma surgir após a drenagem de um abscesso anal e, se não tratado, pode manter uma inflamação persistente com episódios recorrentes de dor, secreção ou infecção.

O procedimento tem como objetivo eliminar esse trajeto inflamado, promovendo a cicatrização adequada da região e prevenindo novas complicações.

Dependendo do tipo de fístula, outras técnicas também podem ser avaliadas, sempre buscando preservar ao máximo a função do esfíncter anal.

Quando a fistulectomia é indicada?

A fistulectomia costuma ser recomendada nos seguintes casos:

  • Fístulas simples, com trajeto raso e bem localizado;

  • Episódios repetidos de inflamação, secreção ou desconforto na região perianal;

  • Falha no tratamento conservador ou uso de métodos menos invasivos;

  • Quando não há envolvimento significativo do esfíncter anal.

O procedimento nem sempre é indicado para fístulas complexas ou profundas, nessas situações, outras técnicas cirúrgicas podem ser mais seguras.

Na Rectal Care, cada indicação é feita com base em exames, avaliação clínica criteriosa e uma conversa franca sobre os riscos e benefícios de cada abordagem.

Como é feita a cirurgia?

A fistulectomia é realizada em ambiente cirúrgico, com anestesia adequada ao perfil do paciente (geral ou raquidiana).

Durante o procedimento:

  • O trajeto fistuloso é identificado com precisão;

  • Todo o canal da fístula é cuidadosamente retirado;

  • A ferida é deixada aberta para cicatrizar naturalmente, processo chamado de cicatrização por segunda intenção.

Em geral, trata-se de uma cirurgia rápida, que pode durar entre 30 a 60 minutos. Muitos pacientes recebem alta no mesmo dia, após um breve período de observação.

Em casos mais complexos, pode-se considerar a cirurgia através de:

Sedenho (Seton)

O sedenho é um fio cirúrgico ou um pequeno tubo de silicone que é inserido em um túnel de fístula anal para drenar a infecção e permitir a cicatrização. 

A fístula anal é uma pequena conexão entre o canal anal e a pele ao redor do ânus. O sedenho funciona como um dreno, mantendo a fístula aberta para que o pus e outros fluidos possam sair. 

Retalhos (Flaps)

As técnicas de retalhos envolvem o uso de tecido saudável, geralmente retirado de uma área próxima, para cobrir ou fechar uma fístula. 

Esse tecido é chamado de retalho e, ao ser posicionado, ajuda a promover a cicatrização e a reconstruir a área afetada. 

Existem vários tipos de retalhos, mas eles geralmente são classificados pela sua composição (pele, gordura, músculo) e pela forma como são transferidos para a área a ser tratada.

Cola Biológica (Fibrin Glue)

A cola biológica, também conhecida como cola de fibrina, é um adesivo cirúrgico feito de proteínas (fibrina e trombina) que são naturalmente encontradas no sangue. 

É usada para selar o trato de uma fístula, preenchendo o canal para que ele possa cicatrizar por dentro. 

Para aplicar a cola, o cirurgião primeiro limpa a fístula e depois injeta a cola, que endurece e sela o canal. 

Este método é minimamente invasivo e geralmente tem um tempo de recuperação mais rápido.

Recuperação e cuidados pós-operatórios

A cicatrização da região anal exige paciência e alguns cuidados específicos, mas a maior parte dos pacientes evolui bem e sem complicações.

Após a cirurgia, é importante manter:

  • Higiene local cuidadosa, com lavagens suaves ou banhos de assento;

  • Uso de analgésicos e anti-inflamatórios, se prescritos;

  • Alimentação rica em fibras e boa hidratação, para evitar esforço ao evacuar;

  • Acompanhamento periódico com o coloproctologista.

O retorno às atividades pode acontecer em poucos dias, dependendo da rotina e do tipo de trabalho. A cicatrização total costuma levar entre 4 e 8 semanas.

Por que tratar sua fístula na Rectal Care?

Na Rectal Care, você não é tratado apenas como um caso clínico, mas como uma pessoa inteira, com dúvidas, desconfortos e o desejo de voltar a viver bem.

Aqui, você conta com:

  • Especialistas em coloproctologia com ampla experiência em cirurgias anais;

  • Avaliação cuidadosa e individualizada, com base em exames atualizados;

  • Técnica cirúrgica precisa, focada em segurança e preservação funcional;

  • Orientações claras e acompanhamento próximo durante toda a recuperação.

Nosso compromisso é oferecer um cuidado completo, com escuta ativa, empatia e excelência em cada detalhe.

Perguntas frequentes (FAQ)

  1. Toda fístula precisa ser operada?
    Na maioria das vezes, sim. Fístulas raramente cicatrizam sozinhas e tendem a causar problemas recorrentes se não forem tratadas adequadamente.
  2. A cirurgia é dolorosa?
    O procedimento em si é indolor, e o desconforto pós-operatório costuma ser bem controlado com analgésicos simples e banhos de assento.
  3. Posso ficar com incontinência após a cirurgia?
    Em fístulas simples, o risco é muito baixo. O procedimento é planejado para preservar a musculatura do esfíncter.
  4. Qual o tempo de recuperação?
    A maioria dos pacientes volta às atividades leves em poucos dias. A cicatrização total pode levar até dois meses.
  5. A fístula pode voltar?
    É raro, mas pode acontecer. Por isso, é importante seguir todas as recomendações e manter o acompanhamento médico após a cirurgia.
  6. Existem outras opções além da fistulectomia?
    Sim. Em casos mais complexos, técnicas como uso de sedenho, retalhos ou cola biológica podem ser consideradas.

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